Olimpíadas: Qual a relação do abandono das atletas Simone Biles e Naomi Osaka com a pandemia

Olimpíadas: Qual a relação do abandono das atletas Simone Biles e Naomi Osaka com a pandemia

Tão almejada e tão sonhada, a medalha olímpica traduz a consagração de um atleta após uma vida regada a desafios e treinamentos. De quatro em quatro anos, é a oportunidade ideal para se firmar entre os maiores nomes do esporte mundial, daí a importância absoluta destes momentos em sua carreira.

Há situações em que as coisas não saem como planejado e todo o trabalho de toda uma vida pode ir por água abaixo. Como é o caso daquela que foi a grande esperança de conquistar a medalha de ouro em sua modalidade, a ginasta Simone Biles desistiu das competições. A decisão foi após uma avaliação médica em que a atleta optou por cuidar do seu bem estar emocional. A equipe de ginástica dos Estados Unidos confirmou a decisão pelas redes sociais e disse apoiar a atleta. Já a tenista número 2 do mundo e ídolo local, Naomi Osaka, se despediu do torneio após perder para a número 42 do ranking ainda nas oitavas de final, após viver um período de depressão que afetou seu desempenho.

Mas o que leva os atletas a passarem por isso? Segundo o PhD, neurocientista, neuropsicólogo e biólogo Fabiano de Abreu, “a questão pode estar relacionada à própria pandemia. A incerteza de se e quando ia acontecer já causa desordem. A ansiedade não é apenas uma pendência de resolução. Mas também uma pendência sob a incerteza. Mudar a rotina já causa pendência”.

Abreu acrescenta que os atletas possuem uma rotina e são doutrinados sob metas. “Há uma organização e esta, por sua vez, conduz o psicológico. Isso porque adaptamos à mente a competição, a preparamos e assim regulamos à emoção mediante à razão”. Além disso, “a internet por sua vez é um péssimo hábito que promove a disfunção, prejudicando a saúde mental. Se esses atletas estão usando a internet, então estão adicionando obstáculos já que é extremamente necessária a homeostase para as competições”, completa.

Além de tudo isso, é preciso levar em conta outro agravante que, Fabiano explica, está relacionado inclusive “a questão emocional de todos, inclusive os envolvidos com os atletas. Como um comboio afetado emocionalmente que contagia a todos. Uma atmosfera pesada que, com a pressão, não são todos que conseguem superar”, completa.

Capi
A autora

Capi

A Capi nasceu em 2020 no parque Barigui em uma família de capivaras, mas viu que o seu negócio mesmo não é caçar e nem procriar, é FOFOCAR. Teve sucesso muito cedo e agora, além de com  DJ oficial da RIC FM ela passa está sempre nas nossas redes sociais contando as maiores tretas dos famosos no quadro Capi Indelicada! Vem conhecer a Capi no @radioricfm no Instagram e no Facebook 😉

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